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CRÍTICA – BRINQUEDO ASSASSINO 

E aí povo nerd,
E estamos mesmo vivendo a era dos remakes e reboots no cinema, praticamente tudo que fez algum sucesso nos anos 80 e 90 está recebendo uma repaginada, hoje vou falar de Brinquedo Assassino, que atualiza o boneco Chucky e o coloca em tempos mais atuais. O filme foi dirigido por Lars Klevberg e traz um elenco bem desconhecido, com exceção de Mark Hamill, nosso eterno Luke Skywalker, dublando o boneco Chucky. 

O garoto Andy(Gabriel Bateman) e sua mãe, Karen(Aubrey Plaza), se mudam para uma nova cidade em busca de um recomeço. Como o garoto não estava interessado em fazer novos amigos, a mãe preocupada, decide dar a ele de presente de aniversário um boneco Buddi, que além de ser o companheiro ideal para crianças e propor diversas atividades lúdicas, executa funções da casa sob comandos de voz. Mas Chuck se torna extremamente possessivo em relação a Andy e está disposto a fazer qualquer coisa para afastar o garoto das pessoas que o amam.

Vamos lá, acredito que muitos que estão lendo esse post, conhecem a premissa dos filmes anteriores, se não sabem ou não lembra, aqui vai um resumo rápido: Um assassino usa magia negra para transferir sua alma para um boneco antes de morrer, a partir daí, Chucky procura um novo corpo para transferir a alma, deixando um rastro de morte. Pois bem, como esse filme se trata de um reboot, a parte mística foi deixada de lado e o boneco atual é mais ou menos um assistente pessoal, como a Siri da Apple, o filme se passa em um futuro próximo, onde todos possuem Smart Houses, com equipamentos do mesmo fabricante do boneco. 

CHUCKY 2.0
Como disse, a parte mística foi deixada de lado, nada de alma entrando no boneco, o que acontece aqui, é que após ser hostilizar pelo superior na linha de montagem do boneco, um funcionário “desbloqueia” todas as funções morais e de segurança de uma das unidades, o que fez com que o boneco aprendesse coisas não muito legais como palavrões e esfaquear. Essa atualização eu gostei, tirou o filme do clichê de boneco do capeta e colocou algo mas tecnológico e isso ficou muito legal, trouxe algo diferente, usando gadgets que temos atualmente. O filme é curto, mas a “ação” demora um pouco pra começar, mas assim que começa, não para. A história não é nada surpreendente, você logo pega o que vai acontecer, mas o legal é a forma que as coisas vão acontecendo. Tem momentos tensos, quando as ações de Chucky começam a afetar Andy, faz você pensar, como ele vai sair dessa e isso é bem legal.

Vai dar merda, vai…

E falando no boneco em si, gostei dos efeitos especiais, certamente temos alguns efeitos práticos e o fato de Chucky ser um robô ajuda, pois ele se move como um e não “imita” movimentos humanos. Outra coisa, que boneco feio! Porque alguém daria uma coisa dessa pro filho? E mais,o boneco sem “estar encapetado” já é horrível e falam que pode ser colocado no berço e seu usado como babá eletrônica, só se for pra traumatizar bebê. Mas as caras que ele faz são ótimas, 

As atuações estão ok, não tem nada digno de Oscar, mas o menino manda bem, assim como a mãe dele. Obviamente que o maior destaque vai pra Mark Hamill, ele já tem uma carreia sólida como dublador e fez um Chucky muito legal, com uma voz sinistra, com um tom psicótico, em vários momentos só a voz dele já da aquele medinho. Mas apesar de ter alguns momentos de gore, temos alaguna momentos engraçados. As mortes são muito boas e o final diverte.

Claro que assim como muitos filmes atuais temos algumas citações que fazem referências a outros filmes, Brinquedo Assassino não deixou a onda passar, para meu lado fanboy de Star Wars, é citado o nome do Han Solo, está passando O Massacre da Serra-Elétrica 2 na TV e a frase do Robocop “Dead or Alive you come with me”, entre outras.

É daqueles filmes pra se divertir, tomar um sustos e por mais que traz um personagem já conhecido, não vai pro lado nostálgico da coisa, é bem atualizado para as temáticas atuais.

Rodrigo Canuto
Nerd old school, fã de Star Wars "Do or do not. There is no try!"

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