CRÍTICA – TOY STORY 4

CRÍTICA – TOY STORY 4

E aí povo nerd,
Falo hoje de Toy Story 4, o novo longa da Pixar/Disney, que depois de nove anos traz de volta os brinquedos mais amados do cinema, o Xerife Woody, Buzz Lightyear e toda a turma em uma nova aventura. O filme foi dirigido por Josh Cooley. Para colocar meu ponto de vista sobre o filme, excepcionalmente a crítica terá spoilers, então caso não tenha assistido ao filme, pare de ler agora, hehe, avisados, então vamos ao filme.

SINOPSE
Dando sequência ao final que vimos em Toy Story 3, os brinquedos agora estão morando na casa da pequena Bonnie, Woody apresenta aos amigos o novo brinquedo construído por ela: Garfinho, que está com medo de ir para o jardim da infância, para passar tentar deixar a menininha feliz, Woody a ajuda a criar um novo “brinquedo”, o garfinho, feito a partir de um garfo descartável, mas esse, sem entender a sua nova função, que voltar para o lixo, o que faz com que ele e o Woody acabam se perdendo da Bonnie. Na tentativa de levar o Garfinho de volta para casa, Woody reencontra sua antiga paixão, Betty, que agora vive em um parque de diversões itinerante.

Acredito que muitos que vão ler esse texto cresceram assistindo aos filmes de Toy Story, os dois primeiros são extremamente perfeitos e o terceiro, foi aquela porrada de emoções, que derrubou até o maior ogro do mundo e caso você não tenha chorando em Toy Story 3, desculpe mas você não tem coração. E por tanta qualidade dos seus antecessores, muita gente dizia que Toy Story 4 não era necessário, porque a história dos brinquedos foi fechada de forma brilhante no último filme, sobre essa parte eu concordo cegamente, pois aquele final foi incrível, mas confiava em um filme ovo, pois sou um fanboy doente da Pixar.

De princípio a primeira coisa que quero destacar é a qualidade visual de Toy Story 4, o filme está lindo, abusando de detalhes incríveis, a Pixar a cada produção fica cada melhor. O filme começa bem emocionante, mostrando como a Betty se separou dos outros brinquedos e como isso mexeu com Woody, mas parou por aí, apesar de ter passagens bem engraçadas, achei que o filme não inovou e meio que repetiu a fórmula do último filme, trazendo como “vilã” uma boneca que assim como o Lotso, ficou “do mal”. Woody por sua vez começa sendo o Woody de sempre, se dedicando ao máximo para fazer a sua criança feliz e sempre pronto para ajudar seus amigos. Dá pra ver o quanto ele se dedica, primeiro para tentar convencer o Garfinho de que ele agora é um brinquedo e depois para tentar voltar para a Bonnie.

Daí começa o que eu nunca pensei que aconteceria, eu me decepcionar com um filme da Pixar. Antes de mais nada, quero deixar claro que essa é a MINHA opinião e em momento algum vou dizer que é a verdade absoluta sobre o filme, cada um interpreta e é afetado pelo filme da sua maneira. Primeiro achei que os personagens clássicos ficaram muito apagados, resumindo se a poucas frases e apenas aparições bem rápidas, até mesmo o Buzz não tem muito destaque no filme e ficou meio estranho, usando suas falas para decidir suas ações, no começo até foi engraçado, mas abusaram um pouco da piada. A Betty está muito bem, longe de ser uma donzela a ser salva, cheia de atitude.

Os personagens novos são legais, o Garfinho é bem engraçado né tem frases ótimas. A Gabi Gabi, dá um pouco de medo, sei lá, lembrou um pouco a Annabelle, aliás achei todo aquele núcleo do antiquário sombrio demais para um Toy Story. A dupla, Coelhinho e Patinho também é muito boa, pena que apareceram pouco, mas eles querendo pegar a velhinha na porrada, foi bem engraçado. E claro que não posso deixar de falar dele, Duke Caboom, primeiro porque originalmente nele é dublado pelo Keanu Reeves e depois que personagem é bem legal.

Mas aí temos o maior problema, o Woody, o que fizeram com ele? Por alguns momentos ele volta a ser aquele Woody egoísta e levemente ciumento do primeiro filme e passa a ignorar o que ele mesmo diz no filme, quando diz que não nenhum brinquedo fica pra trás, mas deixou seus amigos e sua criança pra ficar com a Betty, ignorando o que o Andy fala quando entrega ele para a Bonnie no final do terceiro filme de que o Woody era o melhor brinquedo porque ele NUNCA te abandona.

Achei o final bem xoxo, não dá pra imaginar Toy Story sem a dupla Woody e Buzz, eles poderiam ter ficado juntos e começar uma nova história a partir daí, não tinha o porque eles não ficarem juntos, estava tudo resolvido, a Gabi Gabi se redimiu e foi ser feliz com uma criança, todo o grupo estava junto, tinha tudo para um final feliz, mas não forçaram para fazer todo mundo chorar, mas não daquela forma natural e emocional como em Toy Story 3. Não vou dizer que o filme é uma bomba, que é horrível ou o clássico: “Esse não é meu Woody”, tem muita coisa boa, muita coisa bonita, algumas mensagens legais, apenas fiquei um pouco decepcionado com as coisas que não respeitam muito a própria “mitologia” de Toy Story.

Rodrigo Canuto

Nerd old school, fã de Star Wars "Do or do not. There is no try!"

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